rio-santos

era você ali parado contemplando o azul. tínhamos pedido apenas uma dose de delicadeza mas estava quase no fim. o dia caminhava para o vazio. nós segurávamos com extremo cuidado o fio de seda que impedia o sol de se por. mas chegava o momento em que a tensão romperia o fio e seria inútil.

enquanto seguramos, o tempo vai se arrastando. a compensação virá no exato instante em que nos separarmos. o resto de luz correndo pra noite escura. o cotidiano como bigorna sobre nossas cabeças.

são muitos os quilômetros entre nós. mesmo assim, você me fará convites ao impossível.

vou no mercado buscar uvas.
vem comigo?

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