storm

quando o nevoeiro se dissipar liberando a paisagem, quando o mar ressurgir por detrás das nuvens densas e baixas, quando pudermos ver de novo aquela ponte que leva aos lugares onde nunca fomos libertando de novo alguns futuros como possíveis.

quando o mar revolto se acalmar. e o estrondo que fazem as ondas agora silenciar em espuma. quando a areia varrida pelo vento sossegar.

quando os pequenos tornados de poeira cessarem o rodopio e a sujeira espalhada pela rua vier acompanhada da calmaria que sucede as tempestades.

vai chegar aquele sossego triste que sentíamos à tarde quando o barulho das crianças silenciava no infinito – daquele jeito instantâneo e imprevisível que nos pregava sustos ao avesso.

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