recolhe as roupas, mariana
que o céu já pesa sobre nós.
são apenas vestidos remendados,
pedaços de bambu e cordas de nylon
mas sobe a poeira dos paralelepípedos:
hoje não cantam cigarras
e o vento coreografa folhas no chão de cimento.

quaram peças brancas
em sabão e zinco.

recolhe as roupas, mariana.
e entra.

(porque vai chover.
e eu quero me molhar.)

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